Em seis anos de mercado, oficina de Daniel Pazini dobrou de tamanho e 2020 é ano para alavancar os bons números

Texto: Michele Stella

Março de 2020 é um mês histórico para a trajetória profissional do mecânico de motos Daniel Pazini. Foi há quatro meses, aproximadamente, que ele viu a sua oficina dobrar de tamanho e potencial com uma oportunidade bem aproveitada.

A história de Daniel começou em Cordeirópolis, cidade no Interior do Estado de São Paulo com menos de 30 mil habitantes. Há seis anos, depois de fazer um curso de mecânica de motocicletas na rede de escolas Mestre das Motos, o então torneiro trocou a área de usinagem, na qual atuava há uma década, pelos desafios do empreendedorismo no segmento de reparos e consertos de motos.

A Pit Stop exigiu determinação, coragem e o investimento não só financeiro como em conhecimento técnico para sair dos sonhos e do papel. “Simplesmente chegou um momento da vida profissional que resolvi me dedicar à minha paixão, de fato, que é mexer com motos. É simplesmente fantástico pegar uma máquina dessas, parada, e colocar ela pra rodar de novo”, diz.

A empreitada que começou em 2014 agora tem novo endereço, novo nome e uma oficina duas vezes maior em termos de espaço. Em março Daniel assumiu a oficina de um amigo que se mudou para trabalhar com motos nos Estados Unidos: a Mototech, localizada em Limeira, município também interiorano, mas com mais de 300 mil habitantes e que fica a oito quilômetros de distância de Cordeirópólis, onde tudo começou.

“Foi uma oportunidade de crescimento”, avalia, contando que há seis anos vive de sua oficina e foi neste período que conquistou bens como o apartamento onde mora, veículos, imóveis de forma geral. Parece um sonho, certo? No entanto, trajetórias de sucesso como a de Daniel Pazini exigem foco, determinação, aprendizado contínuo e jogo de cintura para lidar com os desafios de ser dono do próprio negócio.

Hoje, a oficina de Daniel – agora uma mistura de Mototech com Pit Stop – tem espaço para fazer serviços rápidos, como troca de óleo, troca de uma lona de freio, entre outros assim; além de salas específicas e totalmente equipadas para os consertos mais pesados, como de motor, revisões gerais, serviços elétricos e de injeção eletrônica. São três funcionários.

“Acho que o segredo é não parar de aprender. E vencer os desafios. Tive que aprender não só a mecânica como lidar com o público, gerir, entre tantas outras coisas. Mas faço o que gosto e posso dizer que, sim, sou totalmente realizado profissionalmente com minha oficina”, conclui o mecânico de motos que tem feito sucesso no Interior de São Paulo.