Tem sido essa a estratégia do mecânico de motos Guilherme Borim, dono de uma oficina em sociedade com o pai no bairro Jardim das Tulipas, em Jundiaí, interior do Estado de São Paulo. Ninguém esperava uma crise de saúde pública de tamanha proporção em 2020. Porém, o Covid-19 está aí, exigindo o isolamento social, impactando a rotina das pessoas e afetando – e muito –, a economia dos países.

Mas já que o segmento de reparos automotivos e de motocicletas é considerado pelo poder público como um tipo de serviço essencial, o jeito é aproveitar esse cenário para se destacar ainda mais da concorrência e minimizar os impactos da crise.

A JB Motos, de Guilherme Borim, tem reforçado para os clientes um serviço que já realizava, mas que se torna imprescindível neste momento: o de leva e traz.

“Eu busco a moto do cliente para realizar os serviços que forem necessários e levo de volta arrumada”, afirma. Uma facilidade e tanto quando a ordem é ficar em casa, certo? “Além disso, entre várias formas de pagamento que já oferecemos, ativamos recentemente a tecnologia do QR Code. Nem preciso levar maquininha e o cliente não fica preocupado com esse contato físico”, reforça o mecânico e empreendedor.

Outra estratégia que tem dado certo e impactado positivamente no faturamento da oficina é o agendamento dos serviços. “Essa me surpreendeu. Não costumava trabalhar assim. Mas, como as pessoas precisam evitar sair de casa, comecei a agendar os serviços para facilitar para os clientes. E tem dado muito certo. Embora o movimento físico na oficina tenha caído, os serviços aumentaram por causa do agendamento”, comemora Guilherme. Segundo ele, o faturamento em tempos de crise tem sido melhor do que foi no início de 2020.

Além dos serviços de mecânica de motos em geral, a JB é especializada em preparação de motores. São mais de dez anos na área. No fim de 2019, foi feita uma reforma no ambiente com o objetivo de deixar o espaço ainda mais organizado, limpo e, consequentemente, favorável para a qualidade do atendimento. “Isso foi necessário e tem atraído clientes novos, inclusive”, diz Guilherme, contando que é preciso estar sempre atento às necessidades do mercado, além de lidar com a concorrência.

O caminho do negócio próprio não é simples. E está longe de ser fácil. No entanto, esse também é o seu sonho? Na área de mecânica de motocicletas, profissionais como Guilherme Borim garantem: “O mercado se mantém, sim, muito bom. Mas é preciso ter conhecimento, é necessário sempre aprender, se reciclar. Tenho praticamente todos os cursos oferecidos pela Escola Mestre das Motos e já estou vendo quando voltarei para fazer reciclagem de alguns assuntos”, conclui o mecânico e empreendedor.