Instrutores da rede de escolas Mestre das Motos unem paixão pelas duas rodas e muita qualificação para formarem novos mecânicos(as) para o mercado

Texto: Michele Stella

Aquela imagem de uma sala de aula repleta de carteiras enfileiradas uma atrás da outra e onde há um quadro branco para o professor fazer algumas anotações não tem nada a ver com o ambiente dominado pelos instrutores da rede de escolas Mestre das Motos.

Estes profissionais têm a seu favor a metodologia de aulas práticas. Motos, motores diversos e ferramentas das mais variadas compõem o cenário quando eles entram em sala de aula para ensinar mecânica de motos. Vantagem para eles e, certamente, um atrativo e tanto para os alunos.

Anderson Ferreira da Silva: “Como professor, tenho que estudar mais do que o aluno e estar sempre atualizado com o mercado das duas rodas.”

“O conceito é praticar. Desta forma, o aluno absorve muito mais as informações. Existe a teoria, claro, mas ela vem acompanhada da peça na mão para que se manuseie e conheça cada detalhe do que está sendo ensinado. Facilita para o professor e o interesse do aluno redobra”, afirma Anderson Ferreira da Silva, 42 anos, professor da unidade da Saúde, na capital paulista, há seis anos aproximadamente.

Anderson trabalhou por muitos anos em uma das principais fabricantes de motocicletas do país, foi professor em outras instituições de ensino na área de mecânica e, atualmente, além de fazer parte da equipe Mestre das Motos, tem sua própria oficina em Diadema. “No dia a dia de oficina sempre tem uma novidade, um problema diferente. Já na sala de aula você conhece pessoas dos mais variados perfis e, além de ensinar, também aprende muito”, avalia.

Ensinar, de acordo com Anderson, exige dedicação, paciência e habilidade para interpretar as necessidades de cada aluno. Além disso, a evolução tem que ser constante. “Tem aluno que faz o curso de mecânica de motos por hobby. Outro quer, de fato, aprender para ser um profissional da área. Temos que atingir os objetivos de todos e estarmos sempre atualizados com o mercado”, diz o instrutor, completando: “O aluno não pode terminar o curso e sair da escola sem ter aprendido o conceito de um motor, por exemplo. Para que serve cada peça, funciona se tirar essa ou colocar aquela? Isso é fundamental para ele ter segurança e fazer um diagnóstico preciso.”

Alberto Gouveia: “Eu me envolvo muito com os alunos e vivo o momento de cada um deles. Isso diferencia uma aula da outra.”

Para o instrutor Alberto Gouveia, 42 anos, é imprescindível conhecer o sonho de cada aluno e saber um pouco dos objetivos que os fizeram participar de um curso profissionalizante de mecânica de motos. “A aula de apresentação é muito importante para mim por isso. Eu me envolvo com os alunos e gosto de desenvolver uma dinâmica social entre a turma para que todos participem das aulas”, diz.

Alberto é apaixonado por motos desde a infância, devido ao seriado “ChiPs”, famoso na década de 1970. “Meu pai era policial também e sempre gostou de motos. Quando fiz 14 anos ele me ensinou a pilotar e logo na sequência me deu uma CB 400. Desde então, a garagem de casa se tornou oficina”, conta. A paixão pelas duas rodas levou o instrutor até a escola Mestre das Motos, num primeiro momento, para ser aluno. Há três anos, no entanto, surgiu a oportunidade para dar aulas e Alberto tem se dedicado ao ensino.

“Tenho paixão em dar aulas, principalmente sendo de um assunto que eu gosto tanto. E com a metodologia prática é ainda melhor porque os alunos ficam vislumbrados. Já no segundo dia de aula estão com a mão na graxa mesmo e adoram”, brinca Alberto, contando que o sonho pessoal dele é, em breve, ser um franqueado da Escola Mestre das Motos, além de professor.

Amerigo Fedeli: “A experiência em dar aulas é gratificante. Nessa área de mecânica de motos, o aluno admira o professor e vamos crescendo juntos.”

Primeiros passos

Na unidade de Itaquá, Amerigo Fedeli,  58 anos, assumiu o cargo de instrutor há pouco tempo. Mas a experiência na área vem da adolescência, também. “Sou engenheiro mecânico e atuei na área por quase 40 anos, sempre trabalhando com peças e manutenção de máquinas. Quando chegou a aposentadoria, resolvi fazer o que gosto e daí me voltei para o mercado das duas rodas”, explica.

A dica de Amerigo para quem está começando algo novo, assim como ele na sala de aula, é colocar amor nas tarefas. “O professor e o aluno sempre aprendem juntos. Cada dia é uma novidade para ambos.  O desafio é segurar a atenção dos alunos, mas com as aulas práticas isso acontece com bastante facilidade”, enfatiza.