Franqueados da Escola Mestre das Motos somam indicadores de sucesso num mercado em ritmo acelerado de crescimento

Texto: Michele Estella

O mercado de trabalho contemporâneo exige profissionais capacitados tecnicamente e muito bem qualificados para exercerem seja qual for a atividade. No mundo das duas rodas, essa realidade não é diferente.

No primeiro semestre de 2018, a alta na produção de motocicletas foi de quase 17%, com mais de 494 mil motos fabricadas, em comparação com o mesmo período de 2017. Os indicadores representam a retomada do setor, de acordo com o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Marcos Fermanian, e refletem a ascensão em ritmo acelerado.

Em sintonia com a maior produção e melhores vendas, consequentemente, de motocicletas em todas as regiões do país, despontam oportunidades nos mais variados nichos de atuação. E o setor de qualificação profissional é um deles. De acordo com pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 40 milhões de brasileiros demonstram interesse por cursos de capacitação profissional em áreas diversas.

Fábio Gastaldo, unidade Jundiaí  (Foto: Elton Oliveira)

Na prática, o mecânico de motos Fábio Gastaldo, 37 anos, sentiu o peso dessa demanda por qualificação quando abriu as portas de sua oficina, em 2014, para receber também alunos de mecânica de motos ao invés de só clientes no ramo de reparos e serviços de preparação de motores. “A ideia inicial era ter a oficina e uma franquia da escola funcionando juntas. Nos primeiros meses, o faturamento era de 70% dos serviços de reparo e 30% das aulas. Facilmente, os números se igualaram e, mais rápido do que eu imaginava, as salas de aula tomaram conta de todo o negócio”, afirma.

A escola rapidamente ocupou o espaço da oficina

Atualmente, Fábio está à frente da franquia da Escola Mestre das Motos em Jundiaí/SP juntamente com a esposa e sócia, Michele Gastaldo. São cinco instrutores, cinco salas de aulas e um volume crescente, ano a ano, de profissionais capacitados para atuarem como mecânicos de motos na cidade e região.

“O interessante é que o perfil de alunos é bem variado nesse mercado. Há os jovens que querem trabalhar como mecânicos em concessionárias, por exemplo; tem quem queira entender de mecânica só para consertar a própria moto; o público que viaja e quer saber se virar se algum imprevisto acontecer na estrada e, principalmente, aqueles que querem ser donos do próprio negócio nesse segmento”, avalia.

Ricardo Sousa, unidade Itaquaquecetuba

Oportunidade bem aproveitada

O mercado tem se mostrado promissor. E foi por isso que o engenheiro elétrico e pós-graduado em gerenciamento de projetos, Ricardo Ferreira de Sousa, de 37 anos, também investiu em uma franquia da Escola Mestre das Motos. Ele comanda a unidade de Itaquaquecetuba/SP há um ano.

“Sempre trabalhei com motos e sou apaixonado pelas duas rodas. Mas fui fazer engenharia e me dedicar à pós pensando em ter mais sucesso em outra área. No entanto, as oportunidades têm me empurrado para o mundo da mecânica de motos”, conta, completando: “Dei aula de mecânica em outras instituições e, em 2005, conheci a Escola Mestre das Motos. Desde então, acompanho a evolução desse setor na área de capacitação.”

O mercado é promissor e estou há 25 anos trabalhando com motos

Para Ricardo, a busca por conhecimento tem sido mais valorizada pelos profissionais, independente da classe social, e os diferenciais da rede Mestre das Motos são atrativos para ter, cada vez mais, um maior número de alunos. “O aluno realmente vive a mecânica durante o curso. Temos várias motos, diversos tipos de motores, aulas muito práticas, oportunidade de colocar a própria moto em aula”, enfatiza, apontando fatores decisivos para se tornar um franqueado.

Marcelo Reis e Sheila Brito, unidade ABC

Paixão pelo conhecimento

À frente da unidade em Santo André da Escola Mestre das Motos, Marcelo Antônio dos Reis, 45 anos, e a esposa Sheila Alexandre de Brito, 42, estão há cinco meses enfrentando os desafios do empreendedorismo. “O momento econômico é delicado e a principal dificuldade é mostrar para as pessoas que a qualificação é a chave para uma realidade de vida melhor”, diz.

No entanto, Marcelo também considera que o setor de capacitação na área de mecânica de motos está em ascensão e há muito espaço, ainda, para ser ocupado. “Eu acredito nisso. E descobri que, hoje, me realizo muito mais em sala de aula do que como mecânico em uma oficina”, confessa, completando: “O mercado de motos cresce a cada dia e faltam profissionais qualificados para atuar. É muito prazeroso ensinar nesse contexto.”

Até se tornar um franqueado da Escola Mestre das Motos, Marcelo atuou como instrutor na matriz da rede, que fica no bairro da Saúde, capital paulista. Ele ingressou como aluno no curso de mecânica de motos até 1.200 cilindradas, fez o curso de injeção eletrônica e também o de retífica, em 2011. “Fiz só para me atualizar porque sempre mexi com moto, desde os meus 15 anos, embora eu tenha trabalhado por muito tempo na área de logística. E aí acabou surgindo o convite para dar aulas e tem sido uma trajetória excelente.”

Hoje me satisfaço mais dando aulas do que numa oficina